segunda-feira, 12 de maio de 2008

Sinto


Sinto como se dissolvesse todas as minhas veias, arrancasse todos os menbros do meu corpo decepasse minha cabeça em um só golpe.
Sinto como se estivesse perdido todos os momentos do meu passado, como se esquecesse todas as dores que senti durante anos.
Sinto como tivesse apagado da minha memória todas as ilusões, todos os momentos trágicos, todos os manifestos de supostos amores indecorosos.
Sinto que todos os dias da minha vida até hoje foram em vão, como se não fossem vividos como se não tivesse importâcia.
Sinto meu corpo tremulo, meu coração palpitando sem parar.
Sinto que meus olhos já não querem se abrir, como se eu não mais cordesnasse meus sentidos.
Sinto a escuridão que pentra sobre minha pele, se envolvendo com meu sangue, distribuindo o gosto das trevas correndo dentro das minhas veias.
Sinto frio.
Sinto minhas mãos tremulas, um leve ardor sobre minha boca como se molhassem minha face com o pior veneno dentre todas as cobras venenosas que há.
Sinto um gosto amargo como se mil abelhas passassem rasgando pela minha garganta indo em direção a minha boca.
Sinto o cheiro do pânico que assombra todos em volta de mim.
Sinto que não há volta.
Sinto um arrepio quand ouço o grito que me assombra, um grito alto, aterrorizante como se quisesse me dizer algo.
Um grito que me diz que sou livre, que sou eu retornando ao meu corpo, a minha vida, fazendo minhas próprias escolhas, abrindo meus próprios caminhos, deixando de lado tudo que me segurava que empedia de ser feliz, que me empedia de ver a verdade, de sentir o que realmente estava dentro de mim.
Agora sou eu. E ninguém mais há de me segurar.

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